Era uma vez...um dia mudo, quando o digo, não que inexistisse palavra ou lápis, era assim, muito embora esperado, obstante começara feito outro qualquer, dormindo e acordando ponto; era um dia no Espaço, que seja até lá sideral, pois àquela época desprovida de tanta tecnologia já tinham-se vazios no meio do nada e um “Mundo querendo” nascer. Um dia! Mudo e imune de um tanto querer fora exposto descoberta, sim, logo de cara, à natureza viva. Será que nascia pra suplantar dor alguma da Galáxia, ou não, foi um dado simples erro do Universo ou quem sabe as vias de fato dos quereres universogalaxiais?
A Galáxia já se tinha tanto poder e sabia até ler e escrever. Mas poder sobre quem, quando já se tudo é? Como era sozinha, não pois, arrabalde cheio de estrelas, haja estas, apenas salientarem-lhes. Embora ao mesmo tempo rápidas e longe, anos-luz, de um tanto querer. Logo, Galáxia fez um teto para a estrela cadente pegar, como se tinha tanto poder, tornou-o tão infinito quantas estrelas queriam parecer...fez-se céu. Chorou tanto Galáxia, que antes mesmo do mundo, fez mar, e a maré dizem que é a força fluxo coração da correnteza, confusa do tanto que quis, que nunca chegou, no que se diz superfície; de tanto poder criou areia terra firme, para enfim, superfície chegar...fez-se mar.
O Universo já se tinha tanto poder e sabia até ler e escrever. Mas poder sobre quem, quando já, se tudo é? Como era sozinho, sim pois, quasar singular que, de nem só um primaz em revés, esconderia, via estrela cadente saliente, a gozar-lhes um tanto querer. Poder(-se-)ia sujeitar um antes ver ou até que tudo inteiro sustasse que assim também, ainda, o tinha a outra metade que não tem cor e não pára, do coração, e como pulsa vã envolventemente...fez espectro; e a nuvem dizem que é o esforço provisório pré, sim, pintado denso cinza, que enxuga gota a gota cada átomo na espera do primeiro choro conter...fez-chuva, como quem segura raios ou trovões até onde pode e depois esvai ar razão no imensurável, tornou-se as ondas do mar que vão e vem, em vão, sempre a deixar espumas de desejo argüido, de tanto poder.
Os tantos quereres quais reproduziam-se autotroficos em infinita e imensurável razão da mente numa propagação paralela, se encontraram e descobriram justo ser algo comum e constante; como eclipse, do mesmo lugar alto do pódio onde se tentara pegar estrela cadente a passar, que feito troféu, apenas um poderia levar...fizeram-se conceber o tempo, e nunca fora assumida preexistência, embora soubessem. Não contentes e angustiados por originarem o já existente, O Universo e A Galáxia decidiram juntos, por força de a quem exercer tanto poder e querer, criar algo que quisesse nascer todo dia...fez-se o Mundo, Sol e Lua.
E ensinaram ao Mundo norte e sul no papel dizer e contradizer; tese ou antítese; dia ou noite; cedo ou tarde; Não, era o que anulava tudo, quando, Sim era o que simulava tudo. Impunham e submetiam cedendo ao mesmo tempo tanto querer. Foi quando perguntaram ao mundo: “ Queres nascer?”
O Sol disse: “Sim, quero todo dia assim no mesmo horário”; simulado sim, queria um verão eterno, desprezar as nuvens das manhãs de inverno e descumprir seu brilho.
A Lua disse: “Não, quero todo dia assim no mesmo brilho”; anulado não, queria ser lua-cheia pra sempre, desprezar as noites obscuras e descumprir suas fases.
Nesse dia mudo A Galáxia e O Universo puseram-se a homologar o quê Mundo (Sol e Lua) precisava saber e descobrir, muito antes por si.... Foi quando disseram-o:
"Descobres que":
T.R.M.O