sábado, 27 de setembro de 2008

Poema Alado

* Das intervenções construtivas, sói grato a:

http://rebeccamelo.spaces.live.com/default.aspx?wa=wsignin1.0 - Becca, pela temática;

http://biprisma.blogspot.com/ - Leila Saads, plea dicática.
T.R.M.O.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Versos costurados (panos, papeis e outros caprichos)

O Enigma do "ó" e a agulha
Primeiro sim; agulha, que perfuras
Sozinha e sem quê, queira, que venha
Atrás. Qual fosse o elo do "ó" altivez
Quando submerges novelo de linho, e paira a palha.

Problema, a quem pinta ou borda?
Quando transbordas plano, grimpa tamanha, que
Finda linho, lógica vaidade, inibir que quer pano.
Sozinhos, lho e linha, pelo palheiro perderem-se;
Segundo sim, "ó" do nó, qual une e costura postura.

O Dilema do "é" e o papel
Que serão; prontos a enfrentar branca folha, agulha e linho.
Adregas além dos panos, a pressa da tinta grafopalpite arrisca
Um ponto ou o próprio "é", antecipam-nos céu estrelas
Quão empáfias de inércia, quedam-se à sanha dantes vista.

Eis, sabem dimensões quaisquerem, se espaço concedem
Seja em condição que quer caneta Bic ou
Mont Blanc. Condescendem-se não submeterem a-los.
Mas o "é" então fica, start, a olhar abique
O desvelo, denodo cogitando, orgulho fosse...
T.R.M.O.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sobre a ilusão


Uma ou outra quimera, ora colorida, sumptuosa emergida, alcança ares feito califa, albatroz ou, a mesmo popular pipa; propala silhuetas ariscas, às mãos do moleque quanto mais linha, mais alto, mais euforia... – combustivel do vôo – a rabiola se sacode feliz da vida, debuxa entre fios de alta tensão, a disparar atenções; voa à toa, voa lépida voa, flamívelo vôo confinas à linha no desafiar do céu, presas às extremidades do indicador e polegar gesticulando “adeus”, co’a mão fechada propõe manobras. Pipa papel, quimera empinada lá em cima no céu da cidade, trafegas pelas nuvens pela linha apresa, quando voas tão alto esqueces de voltar.
T.R.M.O.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sobre a redundância (ou a profecia)

Alimentam algumas mentes desde muito antes, que subsiste, ao longo dos tempos um dado momento evidente quais todos, na espreita da vã estima ilusória, indagarão-se: “será mesmo aquilo, quisera profeta dizer, no afolho do cartapácio”, e põem-se a perquirir, entre espirros, folha por folha, todas palavras e virgulas...ou; “se era mesmo aquilo, quiseram afoitos, dizeres olhos dela”, e põem-se a percorrer, entre verossímeis, azo por azo, todos parlatórios e dossiês, no fechar dos olhos. O profeta já morreu, não está entre nós, só resta releitura; e ela (a profecia) já se fora, não está entre vós, só sobra sobejo. Deles.
T.R.M.O.

sábado, 13 de setembro de 2008

Das mensagens subliminares (M.Ss.)

Quando vêem-nas nem concilias; Quiçá. Entrementes, a eventualidade e o doravante tratar-se-ão cuidá-las... E só dizem: “queres que entenda?”

T.R.M.O.

M.Ss.I - ou A Gravinha

Entrevolúpta os braços nos abraços d’um respecto (intuitivo) fruto; ou vindo cuida do, e guarda da folha segredo. Os nós d'olhos dele tando tudo escuro –escutar– dela tando todo mudo...é quando notas uma dessas corrente de ar a passar, e oscila gravinha, sacode-a logo os olhinhos...inda desnorteada, presta solicitude, como quisesse segurar-se nos abraços d'um olhar abrupto, pro vento não levá-la; numa fração de segundos volta-lhes, gavinha do maracujá, a conduzires fruto, pelo segredo espiral...


T.R.M.O.
foto: http://flickr.com/photos/79077540@N00/78429875

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A medida exata (dissonante)

O silêncio do violão entre-preso às cordas justapostas e os dedos soltos na mão;
O acorde...
T.R.M.O.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Poeminho mulher (Minha) mãe

O que
mais vem
ensina vida:
Ó pai! gerado serdes
Palavra olhardes inventas, exata
(ciência do parto)
Que só
assim na vida;

Ó mãe! geras seres
Palavra olhardes descobres, exata
(vivência da luz)
Que só
é sina vida;
O que
mais vem
ser?
(se)

Até quem
Deus será

é luz; filho d'olhos
da
mãe
natureza, se não
Como inventar mulher?
(Minha) mãe, quão mãe
d'pai
T.R.M.O.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

À Maria Rosa

Táqui Maria; tua rosa
arrestada do jardim
da autonomia rasa.

Tái Maria; rosicrê,
albirrosada, almíscarada,
ramos e bouquet.

De lá Maria; do éden
e acomanha espinho,
enleio e aroma...
T.R.M.O.