sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Estou com ela (ou simplesmente)

Sou criança
Queria chamar
Pelo nome

A filha
Do gênio (aldo)
Mais sábio;

Sou criatura
Criado
Amor

Queria dormir
No colo-cafuné
De novo

Nos abraços
Confessar minhas
Lágrimas;

Vim dela
Ela está em mim
Vou pra ela

Sou minha mãe
E d'alma
Amo-a!

Ela vem pra mim
Estou com ela
Até o fim...
T.R.M.O.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Prelúdios n° I (ou aformoseio seria)

Não chores sereia
Que sal da lágrima
Eu seria. Areia
Na beira da praia
[grãos de saudade]

Não chores sereia
Que mar é minha
Casa. O nosso beijo
Na ostra guardaria
[perolas implorariam]

Não chores sereia
Que espumas do mar
Eu seria. Horizonte
Na maré estaria
[estrela do mar]

Não chores sereia
N’águas que nado
Nadar não saberia
Ao encontro remar
[correnteza de lágrimas]

Não chores sereia
Que lua cheia
Eu seria. Ancoradouro
Na nuvem repousaria
[cais dos sonhos]
T.R.M.O.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Poema medonho


Na consternação
Do jazigo
Cigarro aceso:

Palavras
Ar ganha
Fumaça

Rumores
De
Incêndio...

No cinzeiro
Às cinzas mistura-se
Contingente:

Pulmão
Estende
A mão (cansado)

Já d’ócio
Ao dedo agradece
Cada trago;

E o crânio (ainda cinza)
Redargue involuntário:
“Porra é essa Pulmão, tem coração não?”
T.R.M.O.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

...soxelfer soD

uem ohlepsE, ohlepsE
Quem acilpxE
ranagnE Pode
“?uE uo ?êcoV”

T.R.M.O.