quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Liberdade lapidada é lápis dado


Liberdade não é dirimir
Que horas ver o sol nascer?
Saber que, horizonte emerge.
É estar pronto calor acolhê-la...

Liberdade não é aonde quando ir
Que horas melhor hora sair chegar?
Saber que, (o) que(^)m achádego.
É estar disponha posta alquimia...

Liberdade não é a noese ter
Que horas várias idéias?
Saber que, aonde cada uma.
É estar cônscio qual leva...

Liberdade não é escol par usar
Que horas melhor hora desfrutar?
Saber que, indissociável tanto seja.
É estar prestes sempre rebrotá-la...

Liberdade não é estar saber
Que horas apantomancia?
Saber que, antes se dar messe.
É estar concebido à natureza viva...

Liberdade, latim, libertate, liberta-te, leste, logo,
lida, livro, légua, lótus, longe, lua. Lelé "de la cuca".
Leviano, liberticídio, lente, luta, louca, livre,
logradeira, lampião, lembra, lá. Lelé "de la cuca".
Licencioso, licitude, léu, leão, liquidez, lavra,
logaritmo, loção, luto, limpo, lado. Lelé "de la cuca".
(..., livre)


Fotos:http://images.google.com.br/imghp?ie=UTF-8&hl=pt-BR&tab=wi

T.R.M.O

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Frontispício (só)


Frontispício (só)

Espelho e escova são
Pratos, um tanto, rasos
Pra escolha...

Cotovelo sova
Pano, cicatriz, guarda
Solidão...

Carântulas amolam
Apreço, escopo, maquilha
Escolha...

Mal-humor é
faca, um tanto, afiada
Pra solidão...

Fotos:http://images.google.com.br/

T.R.M.O

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Ói, já é vem..."



E ai, ta fim de te encarar? Pra perder coragem ou sorrir pro trem...Ousaras, nem desmerecerias às vistas tal embarcação. Cada vagão tem o que tem e sempre terá, até que quem disse ver, e não atrasou-se lá, venha de fato assombrar tudo que é tão claro a um tudo que sempre vem a ser. Cada vagão foi o que foi e não mais o serão, sim, lembranças. Alguns até que ficaram vazios, perderam-se em qualquer estação, por escolha propícia temporada, por ai, pôr em prática suas livres decisões: o trem ainda anda sem vagão?!. Anda ainda, mesmo que, parado o mundo não dá outra solução, mesmo que se perca dentro daqueloutro, haverá sempre uma nova estação onde escolher trem ou vagão (s)e(r)star.



E ai, ta fim de te quê? Pra quem vide, provar coragem ou o "quê"...Mundo, verdade, tão sócia do sol e das estrelas (do céu) quanto o trilo da trilha e do trem. Tem passareiros pastores dissipados dos donos, paisagens do céu à bêça, vista pro mar eterna e mais coisa qualquer para alguém botar defeito, tem lá no ponto do trem, pessoas esperando pálidas o trem que acabara de passar, pessoas raras que acabaram de embarcar que um dia sabe-se foi melhor ficar, haverá de acomodar as poucas bagagens se o tempo permitir um trem agora atributo sem tribo, sem atrito pela atalaia de passageiros ao entrar, mesmo que perdidos, haverá sempre uma nova estação.


E ai, vai te encontrar? Pra até quem vem de Belém do Pará...Passa, por trilhas tão antes construídas e idealizadas como um raio em lágrima, diligente a jamais cair duas vezes pelo mesmo motivo, passa o trem passa, pela chuva, sol e lua encruzilhados como quem tem marcado encontro em estação derradeira, passa pela feira, cruza o frio das cidades, choros e velas na certeza que é preenchida bagagem mais valiosa ao longo do caminho, sentado olhando paisagens é o que outrem não tira do trem. Você não...Vou sim, respondeu, vai não, desdisse, Zé ai qualquer, que nem o só sabe, desencontrado Maria-Fumaça na expressa via, de longe o trocador que gritou ao maquinista: Ele tem ticket, ele tem...

Fotos: http://images.google.com.br/

T.R.M.O

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

"..Alegria fugaz, Ofegante epidemia"

Parnamirim, Iputinga, Caxangá. Cadê?
Derby, Aflitos, Boa Viagem. Gritos
Itamaracá. Ela ta lá?
Guararapes, Suape, Santo Agostinho. É pra lá
Praça da Sé. Será que ela vem?
Olinda, tens brilho olhar
Irradias fantasia qualquer
Antigo, bem à noitinha
Bloco do eu sozinho
Alegrias Lascivas

Expectativa aplacada
Em cada pedaço de gente
Qual sente cidade cantar
Noite dia lépido carnaval
Que não conheçe fim

Espectro um frevo
Sob sol testemunho
Pedras da cidade
Sabem cantar

Corações põem-se num compasso
Descansado, pronto marcando
Calado, pra não ver dias passarem
Trabalha, porém, é mais carnaval
Que para o ano (e) vem

Pela alegria, mais parecia
A piracema dos seres humanos
Amontoando-se em paz
Meras presas sobrestimeis
Num ballet fende
Predadores naturais



Salvem, Salve. Capiba, Recife e o Carnaval!!
T.R.M.O