estender-me
vos transbordar
albores afora
que abrigue tamanha
tanta memória
que também incorro
postas entranhas
Sou o Tempo!
o fragmento perene
Vinha Tempo andando com seus ponteiros e, defronte Dor, pensou:
“Licença, que ei de passar, porcausa de uma dor vencida?"
-eu paro
-eu passo
-não sou de passar
-não sou de parar
“Licença, que ei de cessar, porcausa de um tempo pretérito!”
Seguiu Dor andando com seus pesares presumidos e, passado Tempo, pensou:
Alcançar irei,
todavia, vossas gerações.
Careço precisar que correr,
linhas sempre eloqüentes
em demasia transcendidas
no vão de um teto
ludibriado, concernente
que tudo ser perecido.
Sou a Dor!
a permuta breve.
T.R.M.O.
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