quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Versos costurados (panos, papeis e outros caprichos)

O Enigma do "ó" e a agulha
Primeiro sim; agulha, que perfuras
Sozinha e sem quê, queira, que venha
Atrás. Qual fosse o elo do "ó" altivez
Quando submerges novelo de linho, e paira a palha.

Problema, a quem pinta ou borda?
Quando transbordas plano, grimpa tamanha, que
Finda linho, lógica vaidade, inibir que quer pano.
Sozinhos, lho e linha, pelo palheiro perderem-se;
Segundo sim, "ó" do nó, qual une e costura postura.

O Dilema do "é" e o papel
Que serão; prontos a enfrentar branca folha, agulha e linho.
Adregas além dos panos, a pressa da tinta grafopalpite arrisca
Um ponto ou o próprio "é", antecipam-nos céu estrelas
Quão empáfias de inércia, quedam-se à sanha dantes vista.

Eis, sabem dimensões quaisquerem, se espaço concedem
Seja em condição que quer caneta Bic ou
Mont Blanc. Condescendem-se não submeterem a-los.
Mas o "é" então fica, start, a olhar abique
O desvelo, denodo cogitando, orgulho fosse...
T.R.M.O.

4 comentários:

Tata disse...

Hahaha, é a terceira vez que leio teu escrito de poesia pura.
Versos costurados com cores e aroma de flores, de tão suave que é.

Beijo.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Sensação de passeio levitante Pairando sobre os versos teus
Costurando letras infantes
A transpassarem a luz dos olhos meus

E falando em luz, poeta-menino
O fulgor inebriante exalado
Por tuas vírgulas e frases ao contrário
Levaram-me quase ao desatino

=)