quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A quietude da queda

Nuvens
Rasgadas

No céu da tardinha
Alumiadas pelo sol

Indícios de calafrio pele branca
Separadinha plena quente vento

Soprado da minha boca
Abria beijo passagem

Pêlos poros paralelepípedos
E eu tropeçando com todo cuidado

Por cada esquina do teu corpo
Feito a destreza de um bêbado transeunte

Andava sutil sem calcular o próximo passo
Firme que o corpo tem de sustentar

E se caísse cairia embriagado no teu abraço
Cairia com todo cuidado de não mais levantar


T.R.M.O.

3 comentários:

Tata disse...

D-i-v-i-n-o, sabia?

Seus poemas são vida, suas palavras tem esse dom de transformar qualquer coisa que seja em vida.

É isso. :)

Anônimo disse...

Nossa! Esse poema é uma declaração de amor.... Muito bom!!

bjs.

Ariane Rodrigues disse...

Lindíssimo esse poema! Quem não anda trôpego nos caminhos do corpo de alguém?

Abraço!