quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A boneca de pano

Logo que só cons botões
Sós; costurar nós, sem
Pontos, sem o tão tanto

Singular bordado mercê
Escaparate; vestindo branco
De furta-cor estampada

Vitrine etiqueta
E quieta na loja
Artesanalmente

Guardando
Mágoas dos que vêem
E vão, e não levam

Aguardando
Entre a mais
Esperada ser

Na cabeceira
Senhora do
Criado-mudo

Só que de saliência não sai
Manual; nem vem falando
Era apenas boneca de pano
T.R.M.O.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Preludios n° II (ou tocaia da bailarina)

Ela sim sabe dos
Dela e nem mais
Amiga confessa.
Passarias dela
Assim, sabe

Do sim, da
Bilheteria.
Na poltrona
Inda estivera
Ela, bela dona

Bailarina...
Gritos, cortina
Ela e aplausos
Fechava e abria
Com os olhos

Sapatilhas brilhantes
Pelo mel da melodia
Sentidos dissonantes
Em suma harmonia
Sabe, ela assim...
-quem também não queria?-
T.R.M.O.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Saudade sonho passo raso

Sobrou apenas saudade
Suores nos lençóis
Mimados dormidos
De seda manhã
[orvalho molhando flor]

Segredos sussurrados
Morno banho colado
Olhos nus na lua
Saudáveis saudades

Do sal, do céu, da boca
Dos dois feito um
Bando de desesperados
Fugindo a galope

Da sede saciada no suor
Refreio das pernas bambas
D'uma fera já mansa
Dormindo no meu peito

[perscrutando confidências coração]

T.R.M.O.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A quietude da queda

Nuvens
Rasgadas

No céu da tardinha
Alumiadas pelo sol

Indícios de calafrio pele branca
Separadinha plena quente vento

Soprado da minha boca
Abria beijo passagem

Pêlos poros paralelepípedos
E eu tropeçando com todo cuidado

Por cada esquina do teu corpo
Feito a destreza de um bêbado transeunte

Andava sutil sem calcular o próximo passo
Firme que o corpo tem de sustentar

E se caísse cairia embriagado no teu abraço
Cairia com todo cuidado de não mais levantar


T.R.M.O.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Um tema pra tudo isso (eleXela=nós)

Agora ela era Maria
Disso sabia e fingia que ria
Não só como o fazia pois
Via projetada garantia

Então ele seria José
Imposto torto na figura posta
Da imagem que não vem
Do pouco caso se fez

Mas o nós que seria?
Dai a pouco pro tanto que faltava
Dali outrotros outrotras
Era só a gota d'água

Pingo a pingo
Um viés de labuta feita
Face da triste luta lutar
Quando o fim anunciava chegada

D’um que seria revés
D’uma que seria através
Pra quase convir e explicar
Cada pedacinho que fez-se faltar

Ou então fala o que deveriam ser
E não serem tão viris
Parem e tentem dizer
Qual caminho seguirem?

T.R.M.O.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um tema pra atra(i)ção (elaXele=os dois)

Ah...consciências
Davam-se tranqüilas
Calmas e loquazes

Calmaria armada na ilha;
Co'a breve experiência no pélago
Avisara que tal bonança

Era precedente d'uma tempestade
Em copos d'água ou cotovelos
Que ao doerem por de mais

Subvertiam; não, era a simples razão
Pois, de fato, quem assistira tal fenômeno
Sabia, que logo após viria o sol também

Só não, de caso a quem
Uma ligação, uma denuncia,
Até mesmo o não...anônimos;

Enfim, um troço que fosse (para o fim)
Há quem seja preparado a qualquer coisa
Menos a felonia, ou ser a ultima, a saber;

Tinos de tais argúcias eram corações.
Dilúvio, começara antes de tudo ali
Nas próprias eloqüências

Atraídos por ti?
Dantes olhos mentiam
Já nas lembranças, sabe-se;

Pior inimigo, as consciências
Pior sentença, as renitências
Pior, era a ânsia que viam-se subir

Uma forma aguda
Quase a devorarem.
Todavia, sabe-se bem o lugar:

...é quando
cruzam-se de passagem;
Ela encontra ele (com os olhos)

Ele encontra ela (no olhar)
E dizem-se:
Olá...

T.R.M.O.
Saudações
estimados visitantes
,




o Alfarrábio fora agraciado com uma indicação lá no blog da Rê, o Ragganata's; trata-se d'uma leal oportunidade apreciada entre nós, blogueiros, em estreitar as afinidades, e por que não com o leitor também, quais todos relevantes, penso, quinhão outrossim fundamental d'um blog...enfim e co'a vênia da redundância, agradeço a Renata, e a todos que aqui passam, expecto breve volta...

Diz a lenda que:
“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prêmio


...bom, perquiridas formalidades..srs, eis, com fito em minha ausêcia, 10 indicações:


I - Benhur Correia; jovem amigo jornalista, talento nato http://blogdobenhur.blogspot.com/
II -Talytha Rocha; poetisa potiguá, sentimento em cada letrinha
http://talytharocha.blogspot.com/
III-Renata Ramone; simpáticas abordagens, sempre relevante
http://regganata.wordpress.com/
IV - Fabiana Tavares; saborosa leituta, passeio cultural http://cultline.wordpress.com/
V- Leila Saads; feito artesã, lapida palavra http://biprisma.blogspot.com/
VI - Samantha Abreu; prosa feminina de primeira
http://mulheressobdescontrole.blogspot.com/
VII - Maria Luiza; cadência de escritos, a leitura flui http://bossa-velha.blogspot.com/
VIII- Aline Aimée; maduras palavras, sabe o que diz http://catandosentidos.blogspot.com/
IX - Uma pitadinha de humor - http://copiameufilho.com/
X - ...e pra fechar com chave de ouro, muita música http://umquetenha.blogspot.com/


Boa leitura a todos e parabéns pela iniciativa dos blogueiros com o Prêmio Dardos!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Pra quê fingir então

Pra tantos; és tão pouco
Pra tontos; sóis tolo
Pra uns; piada do dia
Pra outros; otário da vez
Pra muitos; algo
Pra poucos; algoz
Pra estimada; a meta
Pra amada; a metade
Pra umas; és amante
Pra outras; sóis errante
Pra alguém; a referência
Pra ninguém; a irreverência
Pra próximos; icógnita
Pra outrem; cognição
Pra alhures; um romano
Pra alheios; um fariseu
Pra tu; seja somente você
Pra mim; sou apenas eu...

T.R.M.O.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

E tantas vezes preciso for...

Re-começe-se
Pela começável

Perdoe-se
O imperdoável

Re-considere-se
Por considerável

Decanse-se
De incansável

Re-veja-se
Pelo visível

Viva-se
Pra sempre

Re-lembre-se
Pela memorável

Tolere-se
O intolerável

Fale-se
De falável

Re-escute-se
Do escutável

Olhe-se
De olhável

Re-leve-se
Por levável

Acorde-se
De acordável

(Pra)
Re-vivível
Vida

(De)
Bom dia
Viva!


T.R.M.O.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

...Lua


Leva-me longe
Leva-me léguas

Numa noite cheia
Numa noite dessas

Leva-me vê-la
A mar afora

Caravela
Lev’ela e eu

Lev’eu e ela
Envolvidos

Leva-nos laço
Leva-nos luz

Numa noite cheia
Numa noite dessas

Leva-nos nós
Leva-nos além...

T.R.M.O.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mais um...

Olhar além...
Não é questão de chegar a tal idade, certo
Eclectismo, sabedoria ter ou até, ser ladino
E convencer tal farsa posta à criatividade;
É condição existencial do ser humano.

Parte, daquele emaranhado de coisas pequenas
Quais que ninguém, pois já, pôde de fato ensinar
Por nascermos sabendo. E afirmo com perguntas;
Crianças. Quê, primeiro aprendem, falar? ou olhar?

Olhar além...
Não é reconhecer intenções
Projetar um futuro standard
Ou persuadir apáticas ilusões;
É olhar com identidade.

Identidade é a marca autenticada das elegidas
Quais que engendrastes, pois já, de fato vestes tu
Como se o Mudo reafirmasse, assim que olhas;
“Olha, que eu sou aquilo que você me seduz”.

Olhar além...
Não é prever verdade ou mentira, antevê-la
Imparcial e acolhida na postura adotada
Ou na vanglória de um momento tanto vil;
É olhar toda ação -tentação- e não ver nada...

(...)

É só mais um poema:

Nunca acaba...
T.R.M.O.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dos Resumgos:

Brincadeira que nunca foi de criança

Sin-ce-ra-men-te...
Se sim, será mente
Assim seriamente?

Certamente...
Uma semente
Derivada

Mente...
Grande arma
Da sobrevivência:

Men-ti-ra!
Rodou
Roda-viva

Cresceu
Viva
Peão!

T.R.M.O.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Estou com ela (ou simplesmente)

Sou criança
Queria chamar
Pelo nome

A filha
Do gênio (aldo)
Mais sábio;

Sou criatura
Criado
Amor

Queria dormir
No colo-cafuné
De novo

Nos abraços
Confessar minhas
Lágrimas;

Vim dela
Ela está em mim
Vou pra ela

Sou minha mãe
E d'alma
Amo-a!

Ela vem pra mim
Estou com ela
Até o fim...
T.R.M.O.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Prelúdios n° I (ou aformoseio seria)

Não chores sereia
Que sal da lágrima
Eu seria. Areia
Na beira da praia
[grãos de saudade]

Não chores sereia
Que mar é minha
Casa. O nosso beijo
Na ostra guardaria
[perolas implorariam]

Não chores sereia
Que espumas do mar
Eu seria. Horizonte
Na maré estaria
[estrela do mar]

Não chores sereia
N’águas que nado
Nadar não saberia
Ao encontro remar
[correnteza de lágrimas]

Não chores sereia
Que lua cheia
Eu seria. Ancoradouro
Na nuvem repousaria
[cais dos sonhos]
T.R.M.O.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Poema medonho


Na consternação
Do jazigo
Cigarro aceso:

Palavras
Ar ganha
Fumaça

Rumores
De
Incêndio...

No cinzeiro
Às cinzas mistura-se
Contingente:

Pulmão
Estende
A mão (cansado)

Já d’ócio
Ao dedo agradece
Cada trago;

E o crânio (ainda cinza)
Redargue involuntário:
“Porra é essa Pulmão, tem coração não?”
T.R.M.O.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

...soxelfer soD

uem ohlepsE, ohlepsE
Quem acilpxE
ranagnE Pode
“?uE uo ?êcoV”

T.R.M.O.

sábado, 27 de setembro de 2008

Poema Alado

* Das intervenções construtivas, sói grato a:

http://rebeccamelo.spaces.live.com/default.aspx?wa=wsignin1.0 - Becca, pela temática;

http://biprisma.blogspot.com/ - Leila Saads, plea dicática.
T.R.M.O.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Versos costurados (panos, papeis e outros caprichos)

O Enigma do "ó" e a agulha
Primeiro sim; agulha, que perfuras
Sozinha e sem quê, queira, que venha
Atrás. Qual fosse o elo do "ó" altivez
Quando submerges novelo de linho, e paira a palha.

Problema, a quem pinta ou borda?
Quando transbordas plano, grimpa tamanha, que
Finda linho, lógica vaidade, inibir que quer pano.
Sozinhos, lho e linha, pelo palheiro perderem-se;
Segundo sim, "ó" do nó, qual une e costura postura.

O Dilema do "é" e o papel
Que serão; prontos a enfrentar branca folha, agulha e linho.
Adregas além dos panos, a pressa da tinta grafopalpite arrisca
Um ponto ou o próprio "é", antecipam-nos céu estrelas
Quão empáfias de inércia, quedam-se à sanha dantes vista.

Eis, sabem dimensões quaisquerem, se espaço concedem
Seja em condição que quer caneta Bic ou
Mont Blanc. Condescendem-se não submeterem a-los.
Mas o "é" então fica, start, a olhar abique
O desvelo, denodo cogitando, orgulho fosse...
T.R.M.O.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sobre a ilusão


Uma ou outra quimera, ora colorida, sumptuosa emergida, alcança ares feito califa, albatroz ou, a mesmo popular pipa; propala silhuetas ariscas, às mãos do moleque quanto mais linha, mais alto, mais euforia... – combustivel do vôo – a rabiola se sacode feliz da vida, debuxa entre fios de alta tensão, a disparar atenções; voa à toa, voa lépida voa, flamívelo vôo confinas à linha no desafiar do céu, presas às extremidades do indicador e polegar gesticulando “adeus”, co’a mão fechada propõe manobras. Pipa papel, quimera empinada lá em cima no céu da cidade, trafegas pelas nuvens pela linha apresa, quando voas tão alto esqueces de voltar.
T.R.M.O.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sobre a redundância (ou a profecia)

Alimentam algumas mentes desde muito antes, que subsiste, ao longo dos tempos um dado momento evidente quais todos, na espreita da vã estima ilusória, indagarão-se: “será mesmo aquilo, quisera profeta dizer, no afolho do cartapácio”, e põem-se a perquirir, entre espirros, folha por folha, todas palavras e virgulas...ou; “se era mesmo aquilo, quiseram afoitos, dizeres olhos dela”, e põem-se a percorrer, entre verossímeis, azo por azo, todos parlatórios e dossiês, no fechar dos olhos. O profeta já morreu, não está entre nós, só resta releitura; e ela (a profecia) já se fora, não está entre vós, só sobra sobejo. Deles.
T.R.M.O.

sábado, 13 de setembro de 2008

Das mensagens subliminares (M.Ss.)

Quando vêem-nas nem concilias; Quiçá. Entrementes, a eventualidade e o doravante tratar-se-ão cuidá-las... E só dizem: “queres que entenda?”

T.R.M.O.

M.Ss.I - ou A Gravinha

Entrevolúpta os braços nos abraços d’um respecto (intuitivo) fruto; ou vindo cuida do, e guarda da folha segredo. Os nós d'olhos dele tando tudo escuro –escutar– dela tando todo mudo...é quando notas uma dessas corrente de ar a passar, e oscila gravinha, sacode-a logo os olhinhos...inda desnorteada, presta solicitude, como quisesse segurar-se nos abraços d'um olhar abrupto, pro vento não levá-la; numa fração de segundos volta-lhes, gavinha do maracujá, a conduzires fruto, pelo segredo espiral...


T.R.M.O.
foto: http://flickr.com/photos/79077540@N00/78429875

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A medida exata (dissonante)

O silêncio do violão entre-preso às cordas justapostas e os dedos soltos na mão;
O acorde...
T.R.M.O.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Poeminho mulher (Minha) mãe

O que
mais vem
ensina vida:
Ó pai! gerado serdes
Palavra olhardes inventas, exata
(ciência do parto)
Que só
assim na vida;

Ó mãe! geras seres
Palavra olhardes descobres, exata
(vivência da luz)
Que só
é sina vida;
O que
mais vem
ser?
(se)

Até quem
Deus será

é luz; filho d'olhos
da
mãe
natureza, se não
Como inventar mulher?
(Minha) mãe, quão mãe
d'pai
T.R.M.O.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

À Maria Rosa

Táqui Maria; tua rosa
arrestada do jardim
da autonomia rasa.

Tái Maria; rosicrê,
albirrosada, almíscarada,
ramos e bouquet.

De lá Maria; do éden
e acomanha espinho,
enleio e aroma...
T.R.M.O.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sobre a relatividade [ou a (c)or(e)ação]


Desafio, fio, pródigo e prelazia, ida e idade, ponto e pingo, água e ânsia, algo e algoz, quiçá e quimeras, expurgos e expectativas, normas e nomes, eles e Elias, elas e Helenas, pólen e política, cártula e cargo, lei e lealdade, agora e agonia, déspota e depois, desgasto e desgosto, pátria e porta, hino e hímen, Estado e estante, mantos e mentiras;

O canal e o controle, a rota e o remoto, a vela e a validade, caras e bocas, palavras e pesares, a rédea e a reação, o mel e a melodia, as cordas e os acordes, o dia e o dicionário, a fome e a fumaça, o cigarro e o cinzeiro, a isca e o isqueiro, o pão e a poesia, pestes e pensamentos, lenturas e lembranças, nós e noites, a seita e a sorte, o sopro e o sonho, a reza e o resultado, o real e a relatividade;

O fio e a ferrugem, o tempo e a tempestade, mestres e majestades, o doutor e a doutrina, a peça e o precipício, o barco e a bússola, o remo e o remédio, olho e olhares, o verde e a verdade, o amor e o amarelo, o azul e o azulejo, as cores e os corais, a saudade e a sepultura, dores e doses, o vil e o vício, o vinho e a vizinhança, o sol e a solução, o céu e o suor, a voz e a vazão;

O raio e a razão, a roda e o rolimã, o sal e a solidão, a cama e o corpo, o lume e a libido, a tinta e o tesão, o órgão e a orgia, a seta e o certame, o sexo e a sensação, a queda e o quadrante, o modo e a moldura, a monta e o momento, o disco e a discussão, o vácuo e a vaidade, a súplica e o suicídio, o sopro e a sombra, a mão e o mal, ambíguos e amigos, a prótese e a paráfrase;

Dentre o excesso e o esquecido, absténs desafiar o dom que Deus dera, concebido serdes assim, quem sabe para o sempre, observes olhos Teus, atrás das nuvens, do vai e vem de um dia de chuva, ante o dia-sol que cega ou dentre noite-lua qual nada enxerga-se; que ainda sim, escutardes todas as palavras, do vai e vem de um silêncio, o silêncio. Peça-No paz e discernimento, oh Pai, as outras, deixa o tempo...



T.R.M.O.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Se a brincadeira de correr vale a pena à queda...

Era uma vez um menino
aos cuidados do mundo
e o mundo aos cuidados do medo
e o medo aos cuidados do desejo
e o desejo aos cuidados da pele
e a pele aos cuidados da própria carne viva
cuidado menino, cicatriz é pro resto da vida
mundo de medo, cuidado menino, quais leva.
T.R.M.O.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Se tinha, ainda leva...


No meio da estrada
Tinha amor tem
Tava de pasagem

No meio do amor
Tinha via atoa teve
Lá asfalto gasto

No meio do caminho
Tinha carinho todo
Tava perto de chegar

No meio do carinho
Tinha atalho teve
Lá longe de casa

No meio da cidade
Tinha liberdade toda
Tava talante

No meio da liberdade
Tinha saudade tem
Lá devaneio

No meio da vontade
Azo libido tinha
Tava lá indiferente
T.R.M.O.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Soneto (piano som de encontro)

O que dizem
Quando cruzam-se olhares
Seu e meu

O que dizem
Quando chegam-se palavras
Sua e minha

O que dizem
Lá da esquina
Lá do céu

O que somos
Caneta e papel
Tinta água fesca
Você e eu

O que somos
O sim e o não
Nós dois

O que somos
Sal e suor
Sozinhos

O que fomos
Feito partitura
E piano
Soneto!
T.R.M.O.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dos Sonhos I (Sigmund Freud m'explica)

[...]O sonho é uma gama de perguntas noturnas de outrora, muito embora doravante; feito explicitas cenas d'um Longa Metragem censurado (pela vazão do momento?) gravadas, filmadas e protagonizadas pelo cérebro com cenas exclusivas, tempestivas e intempestivas, do cotidiano intersubjectivo, sobre o que se deve fazer já n'outro dia bem de manhazinha...?
T.R.M.O.

Dos Sonhos II (Discussão manhã fria)

“Pega antepara parapeito; pensa anda abeiras
Suscita sintetize saia; siga anda ambula”

Pensas, pairar, fugir e animar;
Quem, o quê será

Pára, parar de tentar
E até fazer, soubesse, fazia

Dessabes, recomenda, assim:
Encomendas além das prendas

Facejes falsetes ante atitudes, ato normal
Tanto quanto sucedeu afaz natural
Quase era, em estado, como tens (passado)

Quem tudo cogita ter, não atenta
Tão bem, que se passa quase erudita-se
Veja bem

Antes que tenha-te a esquecer
Antes que tenha-te acabará
E depois por quê
Se já teve dia

Ainda vês, prestes
Ao que sabes que não frui
Ainda mais resquício sem, fica pertencer-te,
Tenta por pensar querer, sempre tanto, vã
A tens

Erma
A espera de um bem
Ou um dia quem diria
Outra mercê de regalias
Que vem a quem

Profunda fixação inanimada serdes;
Virás, além de quem, sobrepor
Co’a simples retórica tens....?

Além do bem
Pessoa
Além do mais

Bom Dia...
T.R.M.O.

terça-feira, 22 de julho de 2008

A conversa entre Tempo e Dor (duas palavras)

Tomar irei
estender-me
vos transbordar
albores afora

que abrigue tamanha
tanta memória
que também incorro
postas entranhas
Sou o Tempo!
o fragmento perene

Vinha Tempo andando com seus ponteiros e, defronte Dor, pensou:

“Licença, que ei de passar, porcausa de uma dor vencida?"

-eu paro
-eu passo

-não sou de passar
-não sou de parar

“Licença, que ei de cessar, porcausa de um tempo pretérito!”

Seguiu Dor andando com seus pesares presumidos e, passado Tempo, pensou:

Alcançar irei,
todavia, vossas gerações.
Careço precisar que correr,
linhas sempre eloqüentes

em demasia transcendidas
no vão de um teto
ludibriado, concernente
que tudo ser perecido.
Sou a Dor!
a permuta breve.

T.R.M.O.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

pro'ce ve (o) que (foi) [ou palavras perdidas]

N a o e n a d a
A l m E I J A R
O e l a B O r A D O²

S e x t o S E n t i d o
E n t r e o U t r a s:

P a s T O R I N H A
O D A L I s c a
D e s e j o s a
E s p o j a d a

F a n t A S i a s ;
I n d I v d U A l
C A R I C a t u r a
A M e S t r a D A;
R O g A r A M

S E M p r e
E x a u r A² M
M O r b i D A s

V o n T a D e s
O p O s t A s;
C o I s a s
E M p e N H A v e i s


T.R.M.O.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Dengo mundo danado

Carro fumaça inalar
Estranhos em casas
Portas adesivo colar

dengue
mundo
d´água
parada
[ambiente

Água ali
Ta parada
Água limpa
Ta propício

dengo-de
mosquito
n'água
parada
imune]

Grassar reincidente
Sobra amor fundo
Entulho displicente
Às pressas jogado

enjoada
poça
desaguada
chuva

Sal, água e açúcar
Descuido salgado
Da ultima chuva
Choro caseiro

Sol e vento
Incúria solvente
Cuidado remoto

Condenada
Calamidade

Próximos verãos
Metamorfose estúpida
Lágrima ajunta

Sertão
Clama chuva
Cidade enxuta
Repudia

mas chama
"mosquito esquisito"
chuva danada, dona Maria

"Voa do pneu encostado do Zé
pode precisar pra ganhar pão
Voa da garrafinha lá da Matilde
pode precisar pra decorar brindes
Voa do plástico pertence do Cerqueira
pode precisar pra vender fruta na feira
Voa da piscina e da casa de praia da Dondoca
pode precisar pra praticar festa pouco remota"
T.R.M.O.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Tácito Dizer

vê-se
sorriso
quanto
só riu

vê sim
lágrimas
tanto
se chorou;

na palavra
quando am(a)ou-se
no corpo
como tocou(-se)a
na idéia
ponto planear-se-à

ouve-se sim
no silêncio
que nunca disse:

o tom do batom é um dom!
T.R.M.O.

domingo, 22 de junho de 2008

Sobre desejos poucos

Estrelas presas a um papel
pensa-
ando
que é céu]
Folhas soltas no vacilo do ar
[corre(n)
anda(o)
que é chegar]
Realmente desejo
T.R.M.O.

sábado, 21 de junho de 2008

Atributos para o céu concurso ou leilão (quem sabe de menos que dê mais)

Do mais novo instrumento de sedução:
" serei teu patrão!"
Do ultrapassado:
"passear no parque, pra quê?"

(...) sempre
se tem um
esprelho lindo
ou teto de se vê
T.R.M.O

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Déjà vu

Si n'importe lequel l'abstinence
Cause
insônia
Amanheceu no ponto

Se qualquer maçã
Causar fome
Virou a obligation

Si n'importe lequel
absence
Cause
multidões
Andou à l'état solide

Se qualquer palavra
Causar ruas
Dormiu dans la ville

Si n'importe lequel lumière
Cause
rótulo
Apagou le sens

Se qualquer un
Causar autre
Increpou o crisol

Si n'importe lequel água
Cause nuvens
Esfalfou a chuva

Se qualquer inspiração
Causar opróbrio
Provou la sensao

Si n'importe lequel travesseiro
Cause anelo
Pernoitou na torcera

Se qualquer volonté
Causar acier
Acenou em demasia

Si n'importe lequel bonjour
Cause au revoir
Est déjà vu...

T.R.M.O

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Poeminha miga

Adorabile ; melodia um dia

A dor a véu ; malemolência de lá

Inevitável;voz vacante

Vê-la ; Sabe a dor ia

dor em braile ; Affectione

fé quente ; Admoesta

explodirdes ; Digna

chama ; Insígnia

Sabe dor ia ; Minha
T.R.M.O

terça-feira, 6 de maio de 2008

Da desencontrada descoberta do Mundo...


Era uma vez...um dia mudo, quando o digo, não que inexistisse palavra ou lápis, era assim, muito embora esperado, obstante começara feito outro qualquer, dormindo e acordando ponto; era um dia no Espaço, que seja até lá sideral, pois àquela época desprovida de tanta tecnologia já tinham-se vazios no meio do nada e um “Mundo querendo” nascer. Um dia! Mudo e imune de um tanto querer fora exposto descoberta, sim, logo de cara, à natureza viva. Será que nascia pra suplantar dor alguma da Galáxia, ou não, foi um dado simples erro do Universo ou quem sabe as vias de fato dos quereres universogalaxiais?

A Galáxia já se tinha tanto poder e sabia até ler e escrever. Mas poder sobre quem, quando já se tudo é? Como era sozinha, não pois, arrabalde cheio de estrelas, haja estas, apenas salientarem-lhes. Embora ao mesmo tempo rápidas e longe, anos-luz, de um tanto querer. Logo, Galáxia fez um teto para a estrela cadente pegar, como se tinha tanto poder, tornou-o tão infinito quantas estrelas queriam parecer...fez-se céu. Chorou tanto Galáxia, que antes mesmo do mundo, fez mar, e a maré dizem que é a força fluxo coração da correnteza, confusa do tanto que quis, que nunca chegou, no que se diz superfície; de tanto poder criou areia terra firme, para enfim, superfície chegar...fez-se mar.

O Universo já se tinha tanto poder e sabia até ler e escrever. Mas poder sobre quem, quando já, se tudo é? Como era sozinho, sim pois, quasar singular que, de nem só um primaz em revés, esconderia, via estrela cadente saliente, a gozar-lhes um tanto querer. Poder(-se-)ia sujeitar um antes ver ou até que tudo inteiro sustasse que assim também, ainda, o tinha a outra metade que não tem cor e não pára, do coração, e como pulsa vã envolventemente...fez espectro; e a nuvem dizem que é o esforço provisório pré, sim, pintado denso cinza, que enxuga gota a gota cada átomo na espera do primeiro choro conter...fez-chuva, como quem segura raios ou trovões até onde pode e depois esvai ar razão no imensurável, tornou-se as ondas do mar que vão e vem, em vão, sempre a deixar espumas de desejo argüido, de tanto poder.

Os tantos quereres quais reproduziam-se autotroficos em infinita e imensurável razão da mente numa propagação paralela, se encontraram e descobriram justo ser algo comum e constante; como eclipse, do mesmo lugar alto do pódio onde se tentara pegar estrela cadente a passar, que feito troféu, apenas um poderia levar...fizeram-se conceber o tempo, e nunca fora assumida preexistência, embora soubessem. Não contentes e angustiados por originarem o já existente, O Universo e A Galáxia decidiram juntos, por força de a quem exercer tanto poder e querer, criar algo que quisesse nascer todo dia...fez-se o Mundo, Sol e Lua.

E ensinaram ao Mundo norte e sul no papel dizer e contradizer; tese ou antítese; dia ou noite; cedo ou tarde; Não, era o que anulava tudo, quando, Sim era o que simulava tudo. Impunham e submetiam cedendo ao mesmo tempo tanto querer. Foi quando perguntaram ao mundo: “ Queres nascer?”
O Sol disse: “Sim, quero todo dia assim no mesmo horário”; simulado sim, queria um verão eterno, desprezar as nuvens das manhãs de inverno e descumprir seu brilho.
A Lua disse: “Não, quero todo dia assim no mesmo brilho”; anulado não, queria ser lua-cheia pra sempre, desprezar as noites obscuras e descumprir suas fases.

Nesse dia mudo A Galáxia e O Universo puseram-se a homologar o quê Mundo (Sol e Lua) precisava saber e descobrir, muito antes por si.... Foi quando disseram-o:
"Descobres que":
T.R.M.O

...Às descobertas desencontradas pro Mundo

i. "o mal talvez, estaria na complexibilidade enfática além de uma simples percepção de valores assumidos tais. Hilário, um tanto quanto equivoco, quando como aquela boa lembrança de primeira impressão não mais infligir;

ii. o mundo, emaranhado de olhares e falares mudos tudo em todas as cores e direções, sem que descubras sua verdadeira linguagem, não parará de comunicar-se;

iii os olhares, são como apenas, o refletir do sol in speculu, cega olhar o olho, inabilita e carrega alguns minutos na retina o próprio reflexo do que não se quer mais ver;

iv. os olhos fechados no pensar profundo é estar no céu e cada pensamento representa uma estrela, tem seu lugar e brilho;

a lua, é só o sol in reflectere;

v. o mundo livro velho alfarrábio, esses retalhos de escritos que dizem Bíblia viva, com a certeza: 'serão bem aventurados, personagens mundanos de índoles verdadeiras aventureiras, a nascer com dom tudo entender e rotular; vocativa ação de quem vem de tanto querer paralelo';

vi. 'obrigado, bom dia e até a próxima' resumem-se em ironia, e tudo aquilo que se vê, pensa que é (em ter) e tem; mas não sabe, pois acaba de perder porque emprestado é melhor;

vii. a palavra dita, o quanto amou, nos olhos quanto mentiu e o corpo o quanto já anda;

viii. mundo mesmo, é uma selva de pedras bem pequeninas postas para um tropeço urgente, visto que, pedra grande desviar se ia de longe. E o mesmo mundo nunca mudou apenas alguns, personagens o fazem e esquecem de avisar, ou esquecem de perceber;

ix. coisas, que ficarem por fazer, palavras intercalarão, olhares interpostos, lugares ides, semblantes esquecer e leva, livros emprestados pela metade...;

x. a certa idade tolerância passardes não da vaidade;

xi. o enquanto pensar mente é um jogo, poder ser, continuar jogo só, de sol a sol com próprios sentidos. Embora ganhe-se e perca, nunca sabe, se tudo parece igual é que de fato o deve ser, olho do ser condiciona-se a dor mente vida e ou game, jocari, houver...;

xii. a vida, dom dado, feito papel em branco, alma lápis de cores. E viver é o lapidar momento cada descoberta;

xiii. a liberdade, de o facere pensar acreditar e próprio corpo negar, mesma dor quarere pensar acreditar e próprio corpo negar;

xiv. também (descobres) o Deus mais ingênuo, lhes a pagará os pecados, não atrase o dízimo ou assim que puderes ides, tens garanctido espaço no céu;"
T.R.M.O

sábado, 19 de abril de 2008

Sonhos não sabem voar?

...na esperança do sonho
menina Isabella voar;
quantas crianças
não querem voar?
o sonho pelo parquinho
ou da janela já brincar

quantas Isabellas
conheceram Ícaros,
quantas crianças
escolheram nascer?
seu berço, suas asas
ao descansar do Sol arder

quantas Isabellas
advirão e há no Brasil?
fábrica de berços
que fecha janelas
e estende a persiana
do parquinho brincar

menina Isabella voar...
longe dessa vida
crianças são anjos
de esperança crescer
no berço a descansar;
quantas escolheram país

Estado ou precipício?
com estrito sentido estampado
e a alegria sorrindo pra rua
quantas crianças, só perguntaram:
‘mamãe, o que é isso?’
ali? é a Lua. ‘quero Lua!’

menina Isabella vida breve,
quantas fases descobria?
sua Lua de esperança crescer
e da janela pro mundo amostrar;
por este país nada entender:
os sonhos não sabem voar?

T.R.M.O

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Liberdade(´) La(´)pi(s)dada(o)

Li ber da de La-pi-da-da Lá-pis

Líber dade Lá-pi(s)-dada(o)

Li-ber-da-de-é lápis Dado! Lapidada?

“Liberdade lapidada é lápis da-

Dosemetria exata que é realida-

Depois vai vindicar o tem-

Possivel saber se não se pede ag-

Ir para com lápis papel apa-

Garantir, pensamento, leve sem-

Pretensão de uma melhor recomend-

Assim: pensamento, livre leve-

Mente lugares onde que já esti-

Ver outra olhar diferente a nu-

Vencer, o que passa, ao pas-

Soou sino, fardo é sina, logo a-

Liberdade dada por carta pos-

Talvez importe se é torta a vonta-

Deixe a ir, há de sim, acinte con-

Virá pra lá e cá, o que leva e fica patati-

Fases tantas, a mente esquec-

E mente tudo que é dor da gente? “
T.R.M.O

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Liberdade lapidada é lápis dado


Liberdade não é dirimir
Que horas ver o sol nascer?
Saber que, horizonte emerge.
É estar pronto calor acolhê-la...

Liberdade não é aonde quando ir
Que horas melhor hora sair chegar?
Saber que, (o) que(^)m achádego.
É estar disponha posta alquimia...

Liberdade não é a noese ter
Que horas várias idéias?
Saber que, aonde cada uma.
É estar cônscio qual leva...

Liberdade não é escol par usar
Que horas melhor hora desfrutar?
Saber que, indissociável tanto seja.
É estar prestes sempre rebrotá-la...

Liberdade não é estar saber
Que horas apantomancia?
Saber que, antes se dar messe.
É estar concebido à natureza viva...

Liberdade, latim, libertate, liberta-te, leste, logo,
lida, livro, légua, lótus, longe, lua. Lelé "de la cuca".
Leviano, liberticídio, lente, luta, louca, livre,
logradeira, lampião, lembra, lá. Lelé "de la cuca".
Licencioso, licitude, léu, leão, liquidez, lavra,
logaritmo, loção, luto, limpo, lado. Lelé "de la cuca".
(..., livre)


Fotos:http://images.google.com.br/imghp?ie=UTF-8&hl=pt-BR&tab=wi

T.R.M.O

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Frontispício (só)


Frontispício (só)

Espelho e escova são
Pratos, um tanto, rasos
Pra escolha...

Cotovelo sova
Pano, cicatriz, guarda
Solidão...

Carântulas amolam
Apreço, escopo, maquilha
Escolha...

Mal-humor é
faca, um tanto, afiada
Pra solidão...

Fotos:http://images.google.com.br/

T.R.M.O

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Ói, já é vem..."



E ai, ta fim de te encarar? Pra perder coragem ou sorrir pro trem...Ousaras, nem desmerecerias às vistas tal embarcação. Cada vagão tem o que tem e sempre terá, até que quem disse ver, e não atrasou-se lá, venha de fato assombrar tudo que é tão claro a um tudo que sempre vem a ser. Cada vagão foi o que foi e não mais o serão, sim, lembranças. Alguns até que ficaram vazios, perderam-se em qualquer estação, por escolha propícia temporada, por ai, pôr em prática suas livres decisões: o trem ainda anda sem vagão?!. Anda ainda, mesmo que, parado o mundo não dá outra solução, mesmo que se perca dentro daqueloutro, haverá sempre uma nova estação onde escolher trem ou vagão (s)e(r)star.



E ai, ta fim de te quê? Pra quem vide, provar coragem ou o "quê"...Mundo, verdade, tão sócia do sol e das estrelas (do céu) quanto o trilo da trilha e do trem. Tem passareiros pastores dissipados dos donos, paisagens do céu à bêça, vista pro mar eterna e mais coisa qualquer para alguém botar defeito, tem lá no ponto do trem, pessoas esperando pálidas o trem que acabara de passar, pessoas raras que acabaram de embarcar que um dia sabe-se foi melhor ficar, haverá de acomodar as poucas bagagens se o tempo permitir um trem agora atributo sem tribo, sem atrito pela atalaia de passageiros ao entrar, mesmo que perdidos, haverá sempre uma nova estação.


E ai, vai te encontrar? Pra até quem vem de Belém do Pará...Passa, por trilhas tão antes construídas e idealizadas como um raio em lágrima, diligente a jamais cair duas vezes pelo mesmo motivo, passa o trem passa, pela chuva, sol e lua encruzilhados como quem tem marcado encontro em estação derradeira, passa pela feira, cruza o frio das cidades, choros e velas na certeza que é preenchida bagagem mais valiosa ao longo do caminho, sentado olhando paisagens é o que outrem não tira do trem. Você não...Vou sim, respondeu, vai não, desdisse, Zé ai qualquer, que nem o só sabe, desencontrado Maria-Fumaça na expressa via, de longe o trocador que gritou ao maquinista: Ele tem ticket, ele tem...

Fotos: http://images.google.com.br/

T.R.M.O

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

"..Alegria fugaz, Ofegante epidemia"

Parnamirim, Iputinga, Caxangá. Cadê?
Derby, Aflitos, Boa Viagem. Gritos
Itamaracá. Ela ta lá?
Guararapes, Suape, Santo Agostinho. É pra lá
Praça da Sé. Será que ela vem?
Olinda, tens brilho olhar
Irradias fantasia qualquer
Antigo, bem à noitinha
Bloco do eu sozinho
Alegrias Lascivas

Expectativa aplacada
Em cada pedaço de gente
Qual sente cidade cantar
Noite dia lépido carnaval
Que não conheçe fim

Espectro um frevo
Sob sol testemunho
Pedras da cidade
Sabem cantar

Corações põem-se num compasso
Descansado, pronto marcando
Calado, pra não ver dias passarem
Trabalha, porém, é mais carnaval
Que para o ano (e) vem

Pela alegria, mais parecia
A piracema dos seres humanos
Amontoando-se em paz
Meras presas sobrestimeis
Num ballet fende
Predadores naturais



Salvem, Salve. Capiba, Recife e o Carnaval!!
T.R.M.O